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Reflexões sobre feminicídio: O caso de Clealine Santos Andrade

Clealine Santos Andrade

Abordar mais um trágico caso de feminicídio é uma tarefa delicada, no entanto, é imperativo destacar a história de Clealine Santos Andrade, uma dedicada secretária no Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC). A cada semana, deparamo-nos com notícias chocantes que relatam o assassinato de mulheres, seja por parceiros vingativos ou aterradores episódios de espancamento e violação, simplesmente pelo fato de serem mulheres.


No contexto brasileiro, duas leis desempenham um papel crucial na luta contra a violência de gênero: a Lei 11.340 de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha, e a Lei do Feminicídio (13.104/2015). Essas legislações representaram avanços significativos na proteção dos direitos das mulheres, estabelecendo medidas preventivas, punitivas e de assistência às vítimas de violência doméstica.


Contudo, o grupo Mulheres em Ação levanta questionamentos pertinentes sobre o comportamento de alguns homens, filhos de mulheres, que persistem em enxergar o corpo feminino como objeto de posse. Embora diversos campos do conhecimento possam ser explorados para debater essa questão, nenhum argumento parece mais contundente do que os trágicos assassinatos, como o de Clealine.


Expressamos nossa solidariedade à família de Clealine e de todas as vítimas de feminicídios em nossa região. Como sociedade, aguardamos e exigimos uma conclusão, na esperança de que, como mulheres, mães, avós e filhas de homens que desempenham papéis significativos em nossas vidas, nenhuma mulher seja mais vítima do machismo e sexismo, pois esses males provocam dores irreparáveis.



Por: Milena Santos

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