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MONILÍASE DO CACAUEIRO: PREVENIR É O MELHOR CONTROLE!


Foto Reprodução



A cacauicultura baiana está vivendo um cenário de otimismo, tendo produzido em 2021, 140 mil toneladas de amêndoas de cacau, o que confere a Bahia o status de primeiro estado produtor de cacau do Brasil. Presente em 112 municípios baianos, mais de 72.000 mil propriedades (Censo Agropecuário-IBGE, 2007), 80% dos produtores possuem áreas de até 10 hectares, caracterizando a participação direta do pequeno e do agricultor familiar na produção. Além do contexto ambiental do sistema de produção cacau-cabruca, o estabelecimento da IG Sul da Bahia e as iniciativas de produção de um cacau de qualidade, abriram as portas para a produção de mais de 100 marcas de chocolate, que trazem a sustentabilidade como seu elemento principal.


A monilíase do cacaueiro é uma doença causada por uma praga, o fungo Moniliophthora roreri, que ataca somente frutos de cacau e cupuaçu. Uma vez instalada nas plantações representa grandes perdas econômicas, já que afeta diretamente os frutos e podem comprometer até 100% da produção, caso não haja investimento com seu controle.


Em Julho/2021, um foco de Monilíase foi detectado em uma área residencial urbana no município de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Após confirmação oficial do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), equipes de auditores e fiscais agropecuários federais e estaduais realizaram levantamentos para delimitação da área afetada. Devido as características do local, isolado, distante de áreas de produção de cacau, foram adotadas medidas de erradicação e contenção, evitando assim sua disseminação para outras áreas cacaueiras do país.

Desde 2007, o Estado da Bahia vem desenvolvendo ações de prevenção e vigilância inspecionando em 2021 mais de 950 estabelecimentos rurais, fiscalizando o trânsito de cacau e cupuaçu nas principais rodovias e ensinando aos agricultores o que é a monilíase, sintomas e principal característica – um pó branco que se solta facilmente do fruto, o que fazer para prevenir e no caso de suspeita, como notificar imediatamente a ADAB e a SFA-BA.


Produtores, técnicos, comercio de cacau, moageiros, chocolateiros, motoristas, viajantes e visitantes devem estar atentos para não trazer frutos, sementes, mudas e hastes de cacau e cupuaçu de regiões afetadas pela monilíase; adquirir mudas e hastes de viveiros registrados no MAPA com nota fiscal e termo de conformidade; ao viajar ou receber visitantes de regiões com monilíase tomar os cuidados necessários (biossegurança) para não trazer o fungo; e monitorar as plantações – qualquer suspeita, isole a área, não retire material vegetal e avise imediatamente pelo telefone (71) 3194-2012.


A Campanha Publicitária de Prevenção à Monilíase na Bahia, lançada no dia 22 de fevereiro, visa reforçar estas ações e informar a todos as pessoas que vivem em regiões produtoras de cacau e chocolate a importância de prevenir uma praga com alto potencial de destruição, disseminação e sobrevivência nas diversas condições de temperatura e umidade. Com uma linguagem visual marcante, objetiva e direta, as peças já estão nas redes sociais e em breve, nos aeroportos e rodoviárias que recebem pessoas provenientes de áreas afetadas e nas rádios da região cacaueira.


Juntos, vamos prevenir para que essa praga não chegue aqui!! Saiba mais em: seagri.ba.gov.br , adab.ba.gov.br e sfa-ba/mapa.



Catarina Cotrim de Mattos Sobrinho


Por: Catarina Cotrim de Mattos Sobrinho, Engenheira Agrônoma, Fiscal Estadual Agropecuário-ADAB, Coordenadora do Projeto de Prevenção à Monilíase na Bahia


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